Dezenas e dezenas de buracos grandes, a céu aberto, nos montes da zona do Alvão, estão a ser sinalizados, pela Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, através da Protecção Civil que já alertou o Ministério da Agricultura, tendo este afirmado que iria averiguar a situação, designadamente com deslocação de técnicos, ao terreno.
Os enormes buracos que resultaram da exploração de volfrâmio, chegam a ter, de área exterior e de profundidade, mais de trinta metros, colocando em perigo de vida pessoas e animais.
Na última época venatória, um cão de caça caiu num destes buracos e teve de ser feita uma operação de resgate do animal que, segundo o relato de Gilberto Teixeira “conseguimos que o animal saísse do buraco, com vida”.
As zonas onde foram colocadas dezenas de placas a denunciar os “poços e valados a céu aberto”, estendem-se às encostas de Parada de Monteiros e Pielas, bem como de Soutelo de Matos até ao alto de Trandeiras.
A Protecção Civil fez um levantamento aproximado dos buracos existentes e estima que exista mais de uma centena “na encosta de Parada de Monteiros” que foi a mais explorada.
As cavidades estão, em grande parte, escondidas pelo mato e junto a caminhos florestais, o que aumenta o perigo e a possibilidade de quedas. O receio aumenta, no caso de ocorrer um incêndio e haja pouca visibilidade no seu combate, com as pessoas a palmilharem zonas com autênticas armadilhas, a céu aberto.
Por isso, para obviar a esses inconvenientes e perigos, as áreas de antiga exploração de minério estão, agora, sinalizadas.





