Terça-feira, 19 de Outubro de 2021

“Burkas” e bolos

1- Custa-me acreditar que pessoas (homens e mulheres) que ainda há pouco afirmavam ser a condição feminina em certos países islâmicos explorada e vilipendiada nos seus direitos; que ainda há pouco se riam daquela jovem toda vestida numa competição desportiva internacional; que censuravam a “burka” como atentado à livre escolha e à dignidade da mulher em patriarcados, emiratos e outros estados; que achavam estranho que as mulheres não sejam autorizadas a conduzir automóveis ou assistir a um jogo de futebol estejam agora a adquirir hábitos “ultramodernos” que revelam, na realidade, uma crescente “islamização” da nossa sociedade, no que essa “doutrina” tem de mais lamentável.

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Há dias, encontrei uma jovem na rua, da comunidade ocidental, ostentando à volta da cabeça um pano preto que só permitia que fossem visíveis os olhos. Não havia qualquer diferença entre a cabeça daquela jovem e a das mulheres que são “vítimas indefesas” da prepotência masculina de certos países ditatoriais. Mas o meu espanto multiplicou-se (e começa a preocupar-me, seriamente) quando soube e vi, pela televisão e na imprensa, que na “Portugal Fashion” (em Lisboa e no Porto) a maior parte dos modelos desfilou com grandes vestes a envolver-lhes o corpo (o que não tem sido habitual nas “passerelles”) e com “burkas” a tapar-lhes o rosto, as orelhas, o cabelo, o pescoço e tudo o

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