Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Campeonato do Mundo de Rallycross espera bater recordes do ano passado

Categoria rainha vai contar com mais de 30 pilotos em pista. São esperadas mais de 20 mil pessoas para assistir ao evento

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Dezenas de pilotos de vários países vão competir, nos dias 24, 25 e 26 de abril, na prova de Montalegre que vai assinalar o arranque da segunda edição do Campeonato Mundial de Rallycross, um evento que promete “grandes emoções e muito público”.

Depois de em 2014 ter-se realizado pela primeira o campeonato mundial, também com o concelho barrosão a ser o anfitrião da prova inaugural, a modalidade automóvel “ganhou dimensão nacional e internacional”. “O Ralycross é uma modalidade que está em crescendo, de uma forma verdadeiramente espetacular”, frisou Joaquim Santos, piloto que no ano passado foi o único português a competir na prova rainha, o Supercar, que este ano deverá contar com, pelo menos, mais duas equipas portuguesas.

Jorge Fonseca, presidente do Clube Automóvel de Vila Real (CAVR), que em parceria com a autarquia organiza a prova, explicou que as expectativas apontam para um aumento no número de pilotos na ordem dos 20 por cento relativamente ao ano passado, sendo portanto esperados mais de 30 equipas em pista na divisão maior.

Além da categoria Supercar, a prova do campeonato mundial vai receber ainda as equipas que disputarão os primeiros lugares em outras duas categorias, nomeadamente os Super 1600 e os Superlights.

“No ano passado tivemos 24 países representados nas diversas categorias”, recordou o mesmo responsável, referindo que se a prova anterior contou com cerca de 22 mil espectadores, só no segundo dia do evento, este ano esse também é um número que deverá ser superado.

Durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, realizada em Vila Real no dia 28, David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, congratulou-se pelas expectativas ao nível do aumento do número de pilotos em prova. “É uma organização um pouco cara para o município, envolvendo entre 300 e 400 mil euros de investimento, mas tem também um grande retorno, quer dos patrocinadores, quer das bilheteiras, um retorno direto para a organização”, contabilizou o autarca, sublinhando, ainda, que a divulgação da prova a nível mundial representa também mais-valias para um concelho como Montalegre.

Reconhecendo que o município “não tem grande tradição” ao nível do desporto automóvel, David Teixeira lembrou que “foi o CAVR que fez esta realidade ganhar corpo”. Foi graças ao “empenho mútuo que a Câmara Municipal fez um investimento de grande dimensão”, pensado não apenas para um evento por ano, mas para vários de abrangência nacional e internacional.

Além de todo o investimento que já foi feito, fica ainda o sonho de criar no concelho “uma pista de velocidade”, um projeto orçado na ordem dos dois milhões de euros que espera ser candidato a fundos europeus no futuro, mas que, para já, não passa de um “sonho”.

Para promover a prova que se realiza no final do mês, no último sábado, para além de uma exposição de carros de competição realizada na Praça do Município, Vila Real foi ainda palco de “show noturno de Freestyle”, com o conhecido piloto Paulo Martinho.

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