Se havia título que assentava, como uma luva, numa cidade, era Vila Real ser apelidada de Capital da Cultura do próximo ano. De facto, desconheço outra cidade que tenha, nos últimos anos, investido tanto e tão bem nos seus equipamentos e estruturas culturais. Contudo, precisamente no ano em que iria ser distinguida com o galardão, a Senhora Ministra da Cultura decide acabar com o evento. E decide mal.
Se, por um lado, se aceita um certo desânimo, pelo facto de, segundo ela, o investimento aplicado nesta realização não ter tido retorno em mais-valias culturais efectivas, por outro já se discorda com o corte puro e simples. Ainda recentemente, por falta de verbas, a Festa da
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