Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Capital da Cultura sepultou Portugal com guarda de honra e cinco tiros

O que se passou na tarde do dia 17 de agosto em Guimarães, se vivêssemos numa democracia plena, séria, coerente e justa, a estas horas já teria os coveiros deste funeral macabro, provocatório e hediondo numa jaula entre feras selvagens.

Em 7 do corrente, o Comando Geral da GNR demitiu o oficial superior de Braga que autorizou o destacamento daquela força. Mas não foi apenas esse Coronel a usar e a abusar das competências. Houve outros figurões, nomeadamente da CEC (Capital Europeia da Cultura) que patrocinaram o ridículo espetáculo; as carpideiras que teatralizaram esse percurso no Centro Histórico de Guimarães, desde a Estátua do Rei D. Afonso Henriques até ao exterior da Muralha, frente à legenda: Aqui nasceu Portugal, profanando esse pedaço urbano, já consagrado «Património Cultural da Humanidade». Miguel Januário «artista que promoveu o funeral de Portugal, que dia 7 condenou a exoneração», que à Lusa se mostrou «chocado», com a exoneração, alegando

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