Na construção humana que hoje sou, interagiram, sem dúvida, muitos ingredientes ligados à minha aldeia natal de Andrães, onde, nos meus tempos de criança, os carros de bois chiavam alegremente pelas ruas de poeira ou de lama, carregados de batata, de uvas, milho ou lenha. E recordo aqueles bois fortes do Ventura, do Monteiro ou do Aleixo: à frente vinha o moço, rapaz descalço mas vivo e corajoso, que habilmente conduzia os bois pelos trilhos dos caminhos. Mais atrás, junto às chedas, vinha o carreiro de aguilhada em riste, praguejando para que o boi “marelo” e o “pereto” dessem aquele esforço valentão final, capaz de levar a carrada ao seu destino. O bom carreiro tinha
Artigo exclusivo PREMIUM
Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
Se já é PREMIUM,
Aceda à sua conta em Entrar






