O deputado do PSD eleito pelo círculo de Vila Real, Pedro Pimentel, questionou, na terça-feira, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, sobre a falta de transparência na liquidação do património da Casa do Douro (CD).
O social-democrata acusa a Comissão Administrativa, nomeada pelo Governo, de estar a vender património de forma “pouco transparente” e de não estar a pagar salários aos trabalhadores, como foi referido em dezembro pelo presidente dessa mesma comissão, Agostinho Santa.
Pedro Pimentel referiu que os trabalhadores receberam apenas 1000 euros e que esse valor era referente às indeminizações e não ao pagamento de salários em atraso, como foi anunciado na altura. “Não é verdade que os trabalhadores estejam a receber os salários em atraso, mas sim parte do valor das indeminizações”, disse o parlamentar, acrescentando ainda que pretende saber o motivo de ter sido aberto um concurso público para a venda da frota automóvel e não existir nenhum concurso para o restante património.
Confrontado com estas perguntas, o ministro afirmou que o levantamento de tais suspeitas é um “desplante” por parte do partido que extinguiu a Casa do Douro, quando esteve no poder em coligação com o CDS-PP. “O Governo PSD/CDS deixou ao completo abandono o património da CD. E deixou os trabalhadores quase dois anos sem receber salário”, afirmou à Lusa Capoulas Santos, no final da audição na Comissão de Agricultura e Mar, acrescentando que, “se o PSD tem conhecimento de vendas menos transparentes, como afirmou,
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