É destes meios periféricos que partem, em busca de melhor vida, que as cidades beneficiam. Porque quem chega leva uma vontade férrea de vencer, impondo os seus valores morais, a sua capacidade geradora de progresso, a sua pureza de intenções que sobressai entre os acomodados por condição natural. Lisboa e Porto acolheram muitos beirões, muitos alentejanos, muitos transmontanos e minhotos. São esses filhos da Província que, calejados pelas injustiças sociais, impõem as suas regras, os seus usos e costumes. Se repararmos bem, ontem como hoje, quem mais deu nas vistas, quem marcou pontos, quem assumiu os lugares cimeiros das diferentes ocupações sócio-profissionais, não foram os citadinos, mais os rurais, os periféricos, aqueles que chegaram de
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