“O êxito da regionalização é a chave-mestra do percurso de regeneração política, social económica do Norte e do país, como um todo”, defendeu Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), deixando já a garantia de que a organização que lidera será “parte activa da preparação da regionalização”.
Em comunicado, o presidente da CCDR-N congratula-se com o “compromisso com a regionalização” assumido no Programa do Governo para a nova legislatura, classificando-o como “o reconhecimento da actualidade e da urgência de que esta reforma se reveste para o desenvolvimento do país e a modernização do seu modelo de governação e gestão”. “Modernizar o Estado, aprofundar a democracia e desenvolver as Regiões é um desígnio uno e inadiável”, sublinhou.
Carlos Lage acredita que a posição do Governo “é convergente com as expectativas cultivadas e acalentadas nos últimos anos” pela região, surgindo “num momento em que o Norte reclama, como nunca, um novo fôlego político, económico e social: o fôlego vital e legítimo de um estatuto regional que estanque a hemorragia política e económica que tem sentido e lhe permita concretizar, sem embaraços, os desafios e as prioridades do seu desenvolvimento e competitividade económica, garantindo maior coesão social e territorial”.
A defesa acérrima da regionalização é confirmada com a garantia de que, “tendo em vista o êxito desta reforma”, a “CCDR-N está pronta para ser parte activa e integrante dos esforços e trabalhos preparatórios” para este processo. Carlos Lage adianta mesmo que “esse contributo será realizado, em particular, através do desenvolvimento de estudos técnicos, debates e consensualização de posições em torno das temáticas das atribuições, competências e financiamento do nível regional de governação, da reorganização da Administração Central do Estado e da necessária optimização dos seus recursos orçamentais, técnicos e humanos para incrementar a eficácia das políticas públicas regionais e nacionais, na resposta aos problemas das populações e das empresas”.
“As Regiões não implicam o empolamento das despesas do Estado, nem do número de funcionários, mas antes a redistribuição de recursos e uma racionalização do próprio Estado”, conclui Carlos Lage.
Naquela que foi a sua primeira intervenção pública enquanto Governador Civil de Vila Real, também Alexandre Chaves assumiu o seu apoio à regionalização, considerando “necessário que o distrito esteja devidamente preparado para debater essa possibilidade”. “É uma reforma necessária para que Portugal se afirme e cada uma das suas regiões se desenvolva”, defendeu o mesmo responsável político.
Lembrando que “sempre” foi um “regionalista, Alexandre Chaves considera que este processo será responsável pela dinamização de “uma competição saudável” entre as várias regiões, trazendo a oportunidade “para que cada uma mostre o que vale” no contexto nacional.
“Fiquei decepcionado com a forma como a população votou no referendo”, reconheceu o Governador Civil que, recordando o ditado popular que diz que “a água não corre duas vezes debaixo da mesma ponte”, revelou a necessidade de “pensar noutros figurinos possíveis”.



