Segundo contam os mais velhos, a história das “carranhosas” nasce nas aldeias à volta da vila, em que as meninas solteiras vestiam a melhor roupa para à missa em honra de São Brás, logo pela manhã. “Nas aldeias, as miúdas raramente saíam e, então, para fugir aos pais e também para arranjarem algum namorico, não perdiam a oportunidade de vir à vila. Vinham todas ‘empiriquitadas’, todas bonitas, todas cheirosas, punham o seu melhor vestido, verniz e cera nos sapatos”, explica Joaquim Pimenta, acrescentando que nesta altura os rapazes juntavam-se para lhes fazer algumas partidas, como lançar-lhes farinha e cinza. “Como nesta época do ano costuma chover, a mistura da cinza com a farinha, transformava as
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