O presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Manuel Martins, adiantou, no dia 15, à margem da inauguração do Centro Escolar das Árvores, que a futura infra-estrutura idêntica prevista na Carta Educativa para a zona da Campeã poderá entrar em funcionamento no ano lectivo de 2013/2014.
Segundo o autarca, o município já tem, inclusivamente, o terreno para a construção do futuro Centro Escolar que, previsto no âmbito da reorganização de equipamentos educativos a localizar no concelho, será o quarto a construir de raiz, depois dos Centros Escolares das Árvores, já em funcionamento, do Sudeste e de Mouçós, cujas obras vão começar ainda este ano.
“Estamos a cumprir a nossa carta educativa”, sublinhou o autarca, recordando que o trabalho ao nível da reorganização da rede escolar começou “em 2007, com a requalificação de escolas que se transformaram em jardins-de-infância nas freguesias do mundo rural”. “Depois, em simultâneo, atacamos a cidade”, referiu.
O edil advertiu no entanto para o processo de revisão da Carta Educativa e para a reavaliação da necessidade de construção de dois dos centros escolares previstos, nomeadamente o de Lordelo e o pensado para a zona das Flores. “O documento foi feito numa altura em que os indicadores eram diferentes. Vamos tentar perceber muito bem se estes dois centros são necessários”, explicou.
Depois de construídos os Centros Escolares do Bairro São Vicente de Paula e da Araucária, ambos segundo o aproveitamento de parte do que já estava edificado, o Centro Escolar da Árvores, que exigiu um investimento de 2,4 milhões de euros, é o primeiro a ser criado de raiz.
O novo equipamento está dotado de oito salas do 1º ciclo, três salas para o pré-escolar, duas salas polivalentes, uma sala para crianças com necessidades educativas especiais, um refeitório, uma biblioteca/mediateca, uma sala de professores, uma sala de direcção, uma sala para recepção aos pais e encarregados de educação e, em breve, contará com um pavilhão desportivo, servindo assim cerca de 275 crianças.
“Sem desprimor para os outros, este é o que gosto mais. É brilhante a concepção arquitectónica deste edifício”, admitiu o autarca.
Também o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, elogiou o investimento vila-realense, classificando-o como “um bom exemplo de como racionalizar o investimento que se faz para uma melhor educação das crianças”.
Os novos centros trazem “muitos mais recursos, a possibilidade dos professores terem massa crítica, poderem trocar impressões, e garantem uma melhor sociabilização dos jovens”, garantiu o governante.



