Terça-feira, 16 de Agosto de 2022
Agostinho Chaves
Agostinho Chaves
Trata o jornalismo por tu. Colabora com a VTM há mais de 25 anos. Foi Diretor entre 2014 e 2019. Passou por meios de comunicação nacionais, como o Comércio do Porto e a Rádio Renascença.

Chamar nomes aos outros

No futebol indígena, ocorreu, há dias, um episódio a dar para o cómico, porque um treinador chamou Preto a um dos seus jogadores, facto que levou um juiz de linha a chamar-lhe a atenção pra o “ato de racismo” que estava a cometer. Perante a réplica do treinador, veio de lá o árbitro principal a correr, ordenando a expulsão do “prevaricador”. Veio a saber-se depois que o jogador era efetivamente Preto de nome, tal como o meu amigo Jorge (é Rolão Preto de apelido) ou como o inesquecível musicólogo João era Freitas Branco no nome.

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(Isto de nomes pode dar origem a mal-entendidos. Um amigo meu, cujo último apelido é Bravo, soube que o seu filho se apaixonara e se dispunha a casar com uma menina cujo último apelido era Lobo. E dizia-me, com piada, que os seus netos iriam ser todos Lobos Bravos).

Voltando ao Preto, este episódio (que poderia ter acontecido em Vilarelho, na minha terra aguiarense, onde o “mister” Ângelo Escaleira tinha um jogador dos iniciados que também se chamava Preto) revela bem os exageros em que a nossa vida (que pretende ser politicamente correta por um lado, enquanto as maiores incorreções políticas acontecem do outro) está a cair, com discussões absurdas à volta dos géneros, dos direitos

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