1. Festividade de Todos os Santos
Universalmente, isto é, em todas as religiões, encontramos o culto pelos defuntos. Isto, naturalmente, quer dizer que todo o ser humano tem a tendência inata para respeitar o seu “semelhante” mesmo depois do seu desaparecimento de entre os seus semelhantes vivos! Nem todas as religiosas tinham a noção de que realizar-se-ia uma “ressurreição final, com a presença de J. Cristo”! Este é um Dogma próprio dos católicos, dos protestantes, dos ortodoxos e de mais algumas religiões antigas. Isto indica, fundamentalmente, que o ser humano tem uma procedência superior – muito diferente e superior à dos simples animais irracionais. E embora nem todas as religiões tenham a ideia de que aquele corpo tem algo que não morre, que vai para além desta vida terrestre, têm a ideia de que “é um corpo nobre”! Diferente!
Nós, católicos, sabemos que, pelo Baptismo, nos saiu a nódoa do “pecado original” que nos afastava de Deus para sempre. Sabemos que Cristo é o nosso irmão mais velho junto do Pai. Que, após a sua morte, a ressurreição e assunção aos céus, nos abriu a porta para todos os que nele crêem, como nele e no nosso Pai, iremos no Seu roteiro, nas Suas pegadas, para onde mora a S.S. Trindade!
2. Celebração dos Fiéis Defuntos
Após termos festejado todos os Santos, dia 1, celebramos, no dia seguinte os “fiéis Defuntos” para que ninguém deixe de receber a Bênção que nos vai preparar para a celebração do “Aniversário” (2000º.) do nascimento de Jesus – o Natal! – Quais são os Santos e quais deles celebramos? – Os que já estão Canonizados ou Beatificados pela legítima Autoridade da Santa Igreja, cujas imagens estão nos altares para nossa “veneração”, mas não “adoração”. Adorar só as três Pessoas da S.S. Trindade, isto é, só Deus. Venerar os santos (ou as suas imagens) para que sejam nossas intercessoras junto de Deus – Que é Quem tudo despacha (digamos assim, em linguagem popular). Ambas as Celebrações/Festividades radicam no Dogma da “Comunhão dos Santos”; significa que, entre os Santos que já gozam da presença junto da S.S. Trindade – Deus Trino – Está em comunhão com quem ainda está a purificar-se e por quem rezamos. Acrescento, ainda, que “Santos” são também estes que, por seu lado, rezam a Deus por nós, chamados a “igreja Militanta”. Quem se purifica no Purgatório, também é santo porque tem o céu garantido!
3. São Martinho (de Tours)
Foi Bispo de Tours, França, séc. IV. Filho de um oficial do exército romano, onde ingressou aos 15 anos de idade, embora, já nessa idade, sentisse a inclinação e vocação de fazer-se “monge” entrando num convento, tanto que, já antes, aos 10 anos de idade, se tivesse inscrito como “catecúmeno” para aprender a doutrina católica, e recebeu o baptismo em 339. Um ano antes, durante uma ronda nocturna no rigor do inverno, encontrou um pobre semi-nu. Com a espada, cortou a sua capa ao meio e deu-a ao pobre. Nessa noite, Jesus segredou-lhe: “Martinho, nesta noite cobriste-me com metade da tua capa; a Mim me cobriste na figura de um dos nossos pobres”!… Aos 40 anos, terminando a sua carreira militar, apresentou-se ao então Bispo de Poitier, França, já com fama de santo Hilário, confidenciando-lhe a sua vontade, que logo foi cumprida. Santo Hilário conferiu-lhe as “ordens sacras”. Em breve, ganhou fama de taumaturgo, isto é, de milagreiro! Construiu um Mosteiro e foi sagrado Bispo de Tours, em 371. Era, sobretudo humilde e pacífico, de modo que o fascínio das suas virtudes de generosidade e bondade o fizeram, durante muitos séculos, o santo mais popular da Europa Ocidental! A sua comemoração litúrgica celebra-se, como é sabido, em 11 do corrente!
4. Festividade de Cristo-Rei
Alguns “Kerigmas”, isto é, sinais messiânicos de Filho de Deus e Ele mesmo, Deus com o Espírito Santo, que o fez Rei-do-Universo, Senhor de tudo o que existe, visível e invisível e por causa de Quem o Pai criou todas as coisas, nos Céus e na Terra. Por tal, O celebramos “Cristo-Rei” nosso e do mundo! – Com 12 anos de idade, tendo ido ao Templo com Seus Pais, ficou misturado com os “Doutores da Lei”, sem que Seus pais se tenham apercebido de tal! Depois que falou um Doutor, Jesus pediu para falar! Pegou na Bíblia e leu: “Hoje mesmo desceu sobre Mim o Espírito de Deus com a missão de: anunciar Deus a todos os povos sobretudo aos pobres (de espírito), dar pão aos famintos, vista aos cegos, ouvido aos surdos, fala aos mudos, andar aos paralíticos, vida a alguns mortos; morrer pregado numa cruz, ressuscitar ao terceiro dia, escolher Apóstolos para ensinar a Sua doutrina e a do Pai: fundar, com eles, uma Igreja, subir aos Céus e levar consigo uma legião de crentes e voltar, no tempo destinado pelo Pai, para julgar os vivos e os mortos “E o meu Reino não terá fim”! Os Doutores ficaram estupefactos e não ousaram fazer-lhe pergunta alguma! – Não é necessário dizermos mais nada!… Jesus, Cristo-Rei disse tudo!…
5. Abertura ao Natal: 1º Domingo do Advento
ADVENTO significa: espera, preparação por e para Quem se espera: Cristo Jesus, nosso Salvador e Redentor! (Ponto final – costuma-se dizer para significar que está tudo dito) fundamentalmente, “o Principal”! Se quisermos ter um Natal, o mais feliz possível, no meio de toda esta crise, preparemo-nos naquilo que estiver ao nosso alcance: viver a esperança, sentir que nem tudo está perdido! – Jesus ia num barco com os Apóstolos; de repente, as ondas fizeram-se um vulcão! Os Apóstolos gritaram por Jesus (Que adormecera). Cristo impera aos ventos e ao mar! Tudo calmo, como antes! Uma multidão seguiu Jesus alguns dias! Cristo perguntou: “Há tanto tempo, esta gente nos segue! Abençoou 5 pães e 2 peixes… e ainda sobraram 14 cestos! Isto não nos diz nada?! Diz, com certeza: nem tudo estará perdido!…




