Levi Leandro
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

CMVR, adi(an)tamento para o SCVR!…

  Foi no tempo da Comissão Administrativa (CA) do SCVR liderada pelo advogado Miranda de Carvalho, coadjuvado pelo Eng.º Rui Santos e Dr. Nuno Augusto, que foi assinado (pelos três) um empréstimo no valor de cerca 220000€ outros dizem 270000€, com a CCAM, dando como garantia a sede do clube, para liquidar todo o passivo que o SCVR tinha na altura.

  A liquidação total da dívida não se chegou a verificar, isto é, ficaram algumas por pagar…? Desconheço o contrato efetuado, apesar de, quando estive na direção do SCVR ter questionado a existência do mesmo. Foi-me respondido pelo presidente Artur Ribeiro, que nunca o tinha visto e consequentemente não sabia onde estava.

    Três ou quatro anos mais tarde, já com outra gestão, o SCVR entrou em incumprimento com a CCAM, dando origem à execução da sede, num processo que ainda se arrasta nos dias de hoje.

    Esta estrutura diretiva, após ser “eleita”, começou a negociar a dívida com a CCAM, tendo conseguido um acordo.

    Se a coligação que lidera o SCVR, conseguiu em exclusivo esta negociação com a referida instituição bancária, como sócio dou-lhe os meus parabéns, pois obteve um excelente negócio para o nosso Clube. Por mera constatação factual e sem fazer qualquer juízo de valor, a CCAM, nos mandatos do PS, tem vindo a aumentar com a CMVR e empresas associadas, as suas operações financeiras.

-PUB-

    Numa política de ótimo relacionamento institucional que culminou com o “legal empossamento”, há cerca de dois meses, a autarquia transferiu mais uma tranche do subsídio atribuído à formação do SCVR no montante de 10800€. Valor este que acrescido a um ou dois patrocínios pendentes da anterior direção, mais alguns que esta coligação arranjou, permitiu até à data, uma gestão normal, sem que qualquer mecenas tenha neste momento dinheiro posto no clube.

    No dia 21/9, “alguém do SCVR” entregou na autarquia um ofício com o “assunto”: “SCVR Comparticipação anual”, onde solicitava um pedido, que necessitava de ser aprovado na “Reunião de Câmara a realizar em 24/9”. Tendo a celeridade como regra e não como exceção, o sr. vereador do pelouro, no mesmo dia (21), propôs um aditamento, à ordem de trabalhos, remetendo o assunto para a reunião do Executivo Municipal.

    Neste documento é referido pelo clube, que a dívida à CCAM era de 97000€, foi reduzida numa 1ª fase de negociação para 65000€ a pagar em 60 meses. Posteriormente houve uma proposta final, de pagamento integral da dívida no valor de 33000€, tendo que ser liquidada até final de outubro de 2018.

   Afirmando de seguida o SCVR, “Para que consigamos cumprir com este acordo…”, e continuando a citar o ofício, “… solicitamos a Vª Exa. que nos disponibilize o montante total da comparticipação anual atribuída pelo Município à nossa instituição”. Não sei o que é “comparticipação anual atribuída à nossa instituição”, será o subsídio atribuído à formação do SCVR? E qual o valor? 15 a 20 mil € conforme se vai constando… ou o valor total do subsídio atribuído, 35000€? Esta proposta foi aprovada por todos os vereadores presentes, contudo pressinto que esta situação poderá ainda não estar bem resolvida e também penso que o argumento utilizado para justificar o pedido, não foi o mais adequado, deixando no ar algumas interpretações dúbias…, mas não sou jurista nem advogado…

N.B – Parabéns à equipa do SCVR pela forma como ultrapassou a Sanjoanense, arrecadando mais 5000€ (ótimo…), pela passagem à 3ª eliminatória da Taça de Portugal.

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