Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Combatentes do Ultramar prisioneiros do poder político

Durante o verão da nossa maior crise económica de que há memória e que nem sequer no tempo de guerra do Ultramar foi tão faminta e desesperante, vários emigrantes, que foram combatentes na guerra do Ultramar, nos procuraram para os esclarecermos acerca de dúvidas, face ao processo de reformas.

Alguns já nessa altura haviam emigrado. E, por patriotismo, perderam o emprego, vindo cumprir o serviço militar obrigatório. Voltaram depois de cumprido esse serviço. Regressam hoje, quase todos na fase da aposentação. Ninguém os esclareceu. Poucos beneficiam das poucas medidas sociais. Quase todos desesperam pela maneira como são tratados nas secretarias militares onde recorrem em busca de esclarecimentos.

Já passaram 37 anos depois da revolução de todas as promessas revolucionárias. A sociedade mudou radicalmente. Mas os grandes beneficiados não foram os jovens que deram tudo pela Pátria, que vieram do estrangeiro cumprir o dever cívico, que saíram dos meios rurais e que nada entendiam de política. Foi uma revolução inspirada no descontentamento popular, mas aproveitada pelos

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