A partir de amanhã e até ao próximo domingo, o centro histórico da capital de distrito, mais exactamente o largo da Capela Nova, vai receber mais uma edição do Mercado Natalício, uma organização da Associação Comercial e Industrial de Vila Real (ACIVR) que tem como objectivo trazer mais pessoas ao comércio tradicional.
Depois de acendida a iluminação de Natal, instalado o equipamento de som, que presenteia quem passa pelo centro da cidade com as melodias festivas, e ‘vestidas’ as lojas com as decorações a preceito, começa amanhã a feira que vai trazer ainda mais animação.
“O objectivo é atrair as pessoas para o centro histórico”, defendeu José Ricardo, presidente da ACIVR, adiantando que o Mercado terá início logo pela manhã, com a chegada, às 10h30, do Pai Natal, que irá contar com a participação das crianças de várias escolas do concelho.
Além dos stands de artesanato e de várias atracções, como um Presépio Vivo, passeios de burros para crianças, luta de gladiadores e actuação de grupos musicais, o Mercado Natalício vai contar com a presença de restaurantes da cidade que vão servir petiscos e iguarias tradicionais.
Apesar de, por causa da crise, muitos concelhos do país terem optado por não colocar luzes de Natal este ano, em Vila Real o brilho não se perdeu, pese embora o orçamento dedicado aos enfeites eléctricos tenha sofrido uma redução de cerca de 33 por cento relativamente ao ano passado. “Em vez de pôr os tradicionais arcos pelas ruas, optamos por criar ilhas de iluminações com árvores de Natal nas zonas de maior passagem das pessoas”, explicou o presidente da ACIVR, constatando que o resultado foi do agrado dos lojistas.
Outra das medidas mais uma vez adoptada pelos comerciantes (com o apoio da Associação Comercial) para fazer face à redução da iluminação, foi a colocação de tapetes vermelhos e pinheiros à entrada dos estabelecimentos comerciais.
“Apesar dos comerciantes estarem muito reticentes, as expectativas são boas. Temos a esperança de que esta época de Natal corra bem e sirva para contrariar um pouco o estado de crise a que chegamos”, revelou o mesmo responsável.
José Ricardo referiu ainda que, apesar de nos últimos tempos muitas lojas terem encerrado as portas, durante o mês de Dezembro o centro histórico ganhou um pouco mais de fôlego com a chegada de mais alguns estabelecimentos comerciais.



