Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2021

Comissão de acompanhamento ambiental fez ponto da situação

Reunião permitiu dar a conhecer o ponto de situação dos trabalhos desenvolvidos até ao momento, bem como abordar a questão dos realojamentos das populações que irão ser afetadas com a construção das barragens

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A Comissão de Acompanhamento Ambiental do Sistema Eletroprodutor do Tâmega esteve reunida com a presença dos autarcas de Boticas, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena, os concelhos mais afetados pela construção das barragens. 

Para além de ter sido feito um ponto da situação relativamente aos trabalhos que já foram desenvolvidos, e que sofreram atrasos devido à pandemia de Covid-19, a reunião serviu para abordar a questão dos realojamentos das populações que irão ser afetadas com a construção das barragens de Daivões e Alto Tâmega.

Fernando Queiroga e Alberto Machado interpelaram ainda a comissão sobre as travessias no rio Tâmega existentes no concelho de Boticas (Veral e Sobradelo) e que vão ficar submersas com a barragem do Alto Tâmega, defendendo a sua reposição, “uma vez que representam pontos de passagem muito utilizados entre ambos os concelhos, e dos quais os dois municípios não abdicam”. Por parte da empresa concessionária ainda não houve uma resposta definitiva, ficando ambas as autarquias a aguardar informação adicional.

ENCHIMENTO DA BARRAGEM DE DAIVÕES

Estava previsto para junho, mas a Iberdrola já anunciou que o enchimento da albufeira de Daivões, barragem localizada em Ribeira de Pena, “não começará” até “ao final de outubro”. 

“As atividades necessárias para o fechamento do túnel de desvio do rio estão em curso neste verão. Em todo o caso, os caudais no rio durante o verão são muito baixos e o enchimento da albufeira, propriamente dito, não começará até ao final de outubro”, esclareceu empresa concessionária à Agência Lusa. 

Este é um dos maiores projetos hidroelétricos na Europa, nos últimos 25 anos, e representa um investimento de 1.500 milhões de euros. Os três aproveitamentos hidroelétricos que integram Sistema Electroprodutor do Tâmega (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), totalizam uma potência de 1.158 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.760 gigawatts hora (GWh), cerca de 6% do consumo

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