Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Competência no Processo

MIRADOURO

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É preciso que o país tenha uma estratégia. Não apenas para a vacinação, mas para tudo o que respeita à assistência a dar às pessoas, que diariamente são internadas em Unidades de Saúde – para não falar do número indecoroso de vítimas mortais.

As coisas não estão a correr nada bem. É certo que a escassez de doses disponíveis para serem aplicadas leva a que os “chicos espertos”, – sempre os houve, se aproveitem da indefinição das regras anunciadas sobre as prioridades da sua aplicação.

Percebia-se que o coordenador da task-force, o Dr. Francisco Ramos, fazia crer que o processo estava a correr bem, em harmonia com as regras pré-definidas, por razões de carácter político. Pretendia dar cobertura ao Serviço Nacional de Saúde, impotente para responder ao que dele se exigia.

Não resistiu às críticas, que vinham de todos os quadrantes, e aconselhado por alguém responsável, decidiu demitir-se das funções que, a nosso ver, nunca deveria ter aceitado.

Muita gente tem sugerido que esta questão da pandemia é uma batalha, ou melhor, a guerra de um vírus inimigo de toda a humanidade. E, sendo uma guerra, talvez devessem ser chamados a enfrentá-la, não apenas o Serviços Nacional de Saúde, mas também os especialistas em logística das Forças Armadas. Os Estados Unidos, muito habituados em termos de guerra, foram buscar um general de quatro estrelas para coordenar a logística da vacinação, enquanto em Portugal se havia escolhido um profissional de Direções-gerais e Secretarias de Estado Socialistas, como foi qualificado por João Miguel Tavares, colunista do Jornal Público.

A sua demissão abriu caminho ao Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo, que já integrava a task-force da vacinação, deixando antever, que possam ser chamados agora mais elementos das Forças Armadas, capacitadas em operações de logística.

Este impasse poderá, assim o desejamos, vir a ter agora um final feliz. Espera-se naturalmente que as vacinas da União Europeia, ou de outros países que as produzam, não faltem.

Acrescentaria ainda, que as Forças Armadas Portuguesas, além de mais capacitadas em logística, dispõem de instalações por quase todo o território, que, com facilidade poderiam ser adaptadas para auxiliar o SNS como locais, de fácil acesso, para a vacinação. Aproveitar estas capacidades de logística e de instalações, parece de meridiano bom-senso, que o novo timoneiro, o Vice-Almirante Gouveia e Melo, pelo seu vasto currículo, não deixará de aproveitar. 

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