O evento do passado dia 11 foi a celebração de um aniversário, mas foi também a afirmação de um órgão de comunicação social, o reconhecimento da importância da comunicação social regional. Ah!… E com uma abrangência que não esqueceu o passado ao projetar o futuro.
Rememorando, a VTM surge pequena nas páginas, mas vai crescendo sem sobressaltos de maior. Com ambição regional, a avaliar pelo seu nome. Comunicar a região, a Província como então estava instituído. Afinal, como se pôde constatar no debate da tarde, essa necessidade, patente, na sua génese, tem hoje toda a atualidade. É um desafio que perdura, mas que pode ser alcançado, tal como foi crescendo no número de páginas, na cobertura regional, na pluralidade de colaborações.
Plural nos tempos em que mais de perto a conheci, sempre aberta para pequenas notas minhas sobre isto e aquilo. Opinião assinada, da responsabilidade de quem escreve, como me referia o colega professor, o amigo e diretor Pe. António Maria Cardoso. E como nela encontrei muitos temas para dar voz à região ou ao distrito pelo qual fui eleito para o desempenho de funções parlamentares, também foi através do jornal que dei voz a mim próprio para prestar contas no final. O que deu origem ao livro “Do Parlamento, o Meu Testemunho”, numa sugestão minha que se tornou num desafio do diretor – 52 crónicas, tantas quantas as semanas do ano.
O debate da tarde sobre “Os desafios da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro” foi esclarecedor e de inegável interesse. A região precisa de saber comunicar e de saber promover-se. Na mouche! E numa efeméride destas, com toda a acuidade.
Rui Santos introduziu o debate com desassombro, sem meias-palavras, explicitando bem as razões por que está na génese do “Movimento pelo Interior”. Perante os dados do diagnóstico, os participantes no painel defenderam medidas que levem a um maior aproveitamento dos recursos da região. Nem todos com a mesma convicção, diga-se. O vinho, o azeite, a maçã, frutos secos, vários produtos DOP são bons exemplos. Contrapartidas ao volume de produção de energia elétrica no todo nacional, incentivos, nomeadamente, fiscais, à instalação de empresas, mecanismos compensatórios para as instituições de ensino superior, assim como a deslocalização de chefias de serviços públicos, incluindo as Autoridades de Gestão dos Fundos Comunitários, são outras opções para responder aos desafios que se colocam, hoje, ao Interior, no seu todo, e à nossa região, em particular.
“Marketing, precisa-se” – ocorreu-me a determinado momento. Comunicar e promover é urgente. E se o acesso aos meios nacionais é difícil, urge criar as condições para o fazer, partindo do que temos. Sabemos que a cadeia de rádios funciona há 20 anos. Unir esforços e encontrar novos caminhos é um desafio. A precisar de resposta urgente. E o digital até pode ajudar.



