Um morto, alguns armazéns agrícolas destruídos, cerca de 1400 hectares de mato e 100 de povoamentos florestais, são os números preocupantes deste inverno seco que está a dar muito trabalho aos bombeiros e a outros agentes de proteção civil.
O norte do distrito tem sido mais fustigado. O 2º comandante do Comando Distrital de Operações e Socorro, Almor Salvador, sublinhou que, só na penúltima semana, o rácio médio diário chegou às 40 ignições. “São números semelhantes ao mês de julho, o que não deixa de ser preocupante. Se não vier chuva, a situação vai-se agravar. Há um aumento da matéria combustível, menos humidade e se as pessoas não tiverem cuidado com as queimadas, vamos ter ainda mais dificuldades”.
As zonas mais afetadas no distrito são os concelhos de Montalegre, Vila Pouca de Aguiar e Chaves.
As causas deste aumento de fogos “são as queimadas descontroladas feitas por pessoas que não está preparada para fazer este tipo de ação”, não se excluindo mesmo “alguma criminalidade”. “É bom que as pessoas saibam em que condições podem fazer uma queimada, principalmente devem estar atentas às condições climatéricas, em que o vento é um elemento também a ter em conta”, sublinhou Almor Salvador.
Para piorar o cenário, o Instituto de Meteorologia, até 16 de Março, não prevê precipitação de realce no norte do país.





