Vivemos um tempo em que os acontecimentos se globalizam num instante, em que as redes sociais difundem as notícias de atos de terror, divulgam imagens de um assalto, de um atentado conseguido, de um kamikaze que não o chegou a ser porque um tiro “lhe abriu no corpo um grande buraco” e um enfermeiro tentou reanimá-lo, sem saber que estava a tratar um homem que tentou ser um suicida, e levaria com ele pacatos cidadãos que resolveram encontrar-se com amigos num café de Paris, a cidade das luzes. Nem mais. A cidade onde se proclamou uma república sob a bandeira da “liberdade, igualdade e fraternidade”, na sequência do iluminismo, foi palco de atentados simultâneos que
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