Vila Real‘Coração verde’ da cidade na mira dos vândalos

‘Coração verde’ da cidade na mira dos vândalos

Mobiliário urbano pintado, papeleiras deitadas ao rio, muros destruídos, lâmpadas partidas e até mesmo partes de pontes arrancadas. Apesar da beleza convidativa do Parque Corgo servir de palco a lazer e convívio de muitos, para outros a zona verde tem sido nada mais nada menos que um alvo a destruir. A autarquia fala dezenas de milhares de euros de prejuízo e pede aos vila-realenses que estejam atentos.

O Parque Corgo tem vindo a ser alvo de vários actos de vandalismo, denunciou Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, classificando o fenómeno como “inaceitável” e merecedor da atenção da população em geral.

“Algumas das tábuas foram arrancadas, uma grelha de betão do piso retirada e até muros de pedras já foram destruídos”, testemunhou o autarca que, depois de um passeio a pé pelo parque, decidiu lançar o apelo aos cidadãos vila-realenses para que testemunhem actos de vandalismo, que intervenham junto dos jovens e denunciem a situação.

Segundo o autarca, que fala ainda em papeleiras deitadas ao rio, lâmpadas partidas e até mesmo um bebedouro arrancado, é preciso também incutir nos jovens a ideia de que se trata de um património que é de todos, e que “há que respeitar”.

Inaugurado em 2005, o Parque Corgo foi um investimento de milhões de euros realizado no âmbito do Programa Polis.

Recentemente, o Parque foi alvo de uma intervenção de requalificação que custou cerca de 50 mil euros que, segundo Manuel Martins, foi realizada exactamente para reparar danos causados por “cidadãos menos conscientes”.

De recordar que, este ano a Câmara já demonstrou a sua preocupação com a destruição do património público na zona da Vila Velha, contabilizando prejuízos na ordem dos 70 mil euros. “Além da Capela de Santo Antoninho dos Esquecidos, que sofreu danos consideráveis, foram completamente destruídos postes, candeeiros de iluminação pública, bancos e mesas de jardim, muros de suporte, entre outros”, enumerou na altura a edilidade”, referindo ainda que “tratando-se do património do Município e, por conseguinte, de todos os Munícipes, a Câmara não poderia deixar de lamentar e repudiar, publicamente, e mais uma vez, tais actos que, na prática, têm implicado gastos sucessivos e desnecessários de dinheiros públicos”.

Manifestando desde logo a sua “indignação”, Manuel Martins pede à população que “não se cale”. “O património é de todos, não deixem que alguns o estraguem”, sublinhou o mesmo responsável político, pedindo para que as pessoas “levantem a voz” aos jovens responsáveis pelos actos de vandalismo e que os denunciem.

No que diz respeito aos vários espaços verdes que sucessivamente são alvo de destruição, o autarca lembrou que Vila Real é umas das cidades portuguesas com mais espaços verdes por habitante e por metro quadrado, superando mesmo a média europeia, um facto do qual “todos nos devemos orgulhar”.

-PUB-


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mais lidas

PRÉMIO