Domingo, 24 de Outubro de 2021
Vitor Pimentel
Empresário. Colunista de A Voz de Trás-os-Montes

COVID-19: A consciência dos (in)conscientes

Nota prévia: Redigi este artigo no passado domingo, dia 15 de março, após assistir a uma tarde de conferências e comunicados que mostram bem a forma como estão orientados os destinos do país. Existiam no dia 15 de março de 2020, 245 casos confirmados de coronavírus em Portugal, felizmente ainda sem vítimas mortais, mas com […]

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Nota prévia: Redigi este artigo no passado domingo, dia 15 de março, após assistir a uma tarde de conferências e comunicados que mostram bem a forma como estão orientados os destinos do país.

Existiam no dia 15 de março de 2020, 245 casos confirmados de coronavírus em Portugal, felizmente ainda sem vítimas mortais, mas com 8 pessoas em estado grave. 

Sinto, pessoalmente, um orgulho enorme na esmagadora maioria do nosso povo, dos trabalhadores, dos empregados aos patrões, da área do comércio, da hotelaria, da restauração, da área empresarial e de todas as outras. Uns fecham portas, outros limitam o atendimento presencial, outros, ainda, implementam o teletrabalho. 

Naturalmente que as notícias de algumas ações irresponsáveis também foram chegando, sendo que fica a sensação que o esforço tem se ser verdadeiramente global e imposto, pois bares, sobretudo de Lisboa, continuam abertos e com grande aglomeração de gente irresponsável.

As expectativas das comunicações ao país dos que têm obrigações e responsabilidades, e são eleitos, nomeados e pagos para tomar decisões, saíram goradas. Impunham-se posições firmes e contundentes, mas saiu precisamente o contrário. 

Ouvi, não acreditei, e voltei a ouvir o sr. ministro da administração interna a anunciar a proibição de aglomerados de mais de 100(!) pessoas, a proibição de aulas de condução e do consumo de álcool na via pública!

É inqualificável que o sr. Zé (chamemos-lhe assim), respondendo aos mais altos valores da cidadania, tenha fechado a sua loja de roupa, seu ganha pão, e o sr. Cabrita continue a permitir aglomerados de 100 pessoas, esplanadas e bares abertos.

Depois disto, e apesar do desporto estar proibido, assistimos a um verdadeiro jogo de ténis entre o sr. Primeiro-Ministro e o sr. Presidente da República sobre a declaração do estado de emergência no país, onde o habilidoso sr. Costa deu uma raquetada para o campo do prof. Marcelo de tal forma, que o senhor, visto pela última vez num terraço, adiou a confirmação de uma decisão para 3 três depois… 3 dias numa pandemia que aumenta ao ritmo de cerca de 50% de novos casos diários. Inqualificável! Comparem os números desses 3 dias!

Parabéns ao povo, mas maior rigor e responsabilidade na hora de voltar às urnas de voto. 

Infelizmente, temo que o dia 15 de março, fique lembrado como o dia da inoperância e incompetência de quem nos governa.

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