Alto TâmegaCriança ferida por disparo de pistola, num acampamento cigano

Criança ferida por disparo de pistola, num acampamento cigano

Uma criança, de seis anos, foi ferida, pelas 19 horas de Sexta-feira, por um disparo de pistola, num acampamento cigano, próximo da Zona Industrial de Chaves. Desconhecidos terão entrado na casa e tentado alvejar a mãe da criança ferida. Ao que apurámos, junto de Maria da Encarnação, tudo aconteceu quando estava sozinha, na sua barraca, […]

Uma criança, de seis anos, foi ferida, pelas 19 horas de Sexta-feira, por um disparo de pistola, num acampamento cigano, próximo da Zona Industrial de Chaves. Desconhecidos terão entrado na casa e tentado alvejar a mãe da criança ferida.

Ao que apurámos, junto de Maria da Encarnação, tudo aconteceu quando estava sozinha, na sua barraca, com os dois filhos: Fátima Pinto, de 6 anos, e Afonso Pinto, de 11 anos.

“O meu marido tinha saído e estava a lavar a louça do jantar e os meninos a ver a televisão, quando chegaram três carros. Dois ficaram na estrada, mas houve um que se aproximou da cabana, por um caminho, de lá saindo três homens. Dois ficaram à porta e um entrou e encostou-me logo uma pistola à cara” – contou. Maria da Encarnação ainda tentou reagir, “o homem era fracote, eu agarrei-lhe as mãos e ele ficou de joelhos, foi quando disparou a arma. A bala passou por baixo das minhas pernas, mas acertou na perna esquerda da minha filha que estava sentada, no sofá, a ver televisão”.

Ao verem a criança ferida, a chorar, os dois homens que ficaram à entrada “começaram a gritar, para o autor do disparo, para irem embora, fugindo, depois, nos carros”.

A bala passou de raspão na perna de Fátima Pinto e acabou por lhe provocar um golpe. “Embrulhei o pé, numa toalha, e fui, com ela ao colo, durante cerca de um quilómetro, pedir ajuda à minha irmã” – acrescentou.

Sobre a agressão de que foi alvo, disse que nunca viu aqueles homens, antes”. Porém, Maria Encarnação suspeita de que o acto haja sido premeditado: “Estes queriam acabar o que outros começaram. O meu pai também já levou um tiro. Pegaram fogo à barraca e tive de fugir, com as crianças ao colo. E à minha irmã também tive que a socorrer, que já a quiseram matar”.

A criança ferida recebeu assistência, no Hospital de Chaves, tendo já tido alta.

A família da criança é composta por 4 pessoas. Vivem numa barraca, sem as mínimas condições de habitabilidade, num baldio, junto à Zona Industrial de Chaves.

A PJ está a investigar este caso.

 

 

Jmcardoso

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