Crónica dos bons malandros

Uma onda de brancura inunda o país a partir das Universidades de verão, de outono, de inverno e da primavera. “O passado não interessa para a resolução de coisa nenhuma”. “Portugal não é um País corrupto, os nossos políticos não são corruptos.” “Portugal está hoje melhor do que há trinta anos”, signifique lá isto o que significar!

Podemos hoje interrogar-nos sobre o papel das universidades no percurso que conduziu o país à beira da bancarrota. Constato que a grande maioria das decisões desastradas foram tomadas por gente que possuía licenciaturas, mestrados e até doutoramentos. Essa gente sempre se comportou, fora da esfera da governação, muito crítica e quando teve oportunidade de fazer diferente, não o fez.

Temos o país que temos porque temos os homens que temos. É minha convicção de que falta às universidades autoridade para branquear aquilo que está à vista de todos. Fomos um país de corruptos. Não há seguramente ninguém que não conheça neste país um corrupto. O facto de a classe política não ter coragem para criminalizar o

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