Quinta-feira, 29 de Julho de 2021
Vitor Pimentel
Empresário. Colunista de A Voz de Trás-os-Montes

Das palavras aos atos

Na semana em que a ACISAT – Associação Empresarial do Alto Tâmega se prepara para lançar o marketplace do Alto Tâmega, urge a necessidade de outras medidas concretas que não estão ao alcance do associativismo, mas que permitam a injeção de capital na economia local. No quadro atual, essas medidas dependem da capacidade de ação […]

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Na semana em que a ACISAT – Associação Empresarial do Alto Tâmega se prepara para lançar o marketplace do Alto Tâmega, urge a necessidade de outras medidas concretas que não estão ao alcance do associativismo, mas que permitam a injeção de capital na economia local. No quadro atual, essas medidas dependem da capacidade de ação das autarquias, sendo que, como sempre, as associações empresariais estarão disponíveis para colaborar. 

No caso do município de Chaves, apesar da situação financeira não ser a melhor, esta tem vindo a desagravar-se. O atual executivo construiu o seu programa eleitoral com a expetativa de herdar uma dívida municipal superior a 50 milhões de euros, tendo tido, no entanto, a agradável surpresa de, afinal, receber uma dívida inferior a 37 milhões de euros, alegadamente incrementada pelos 3 milhões de euros, de última hora, ainda não completamente esclarecidos.

O atual executivo tem continuado na senda da redução da dívida e, neste momento, o Município já dispõe de uma capacidade de endividamento superior a 5,7 milhões de euros. Estão assim reunidas as condições essenciais para a implementação de medidas de apoio, como:

1. A devolução, em forma de voucher às famílias, de 50% do valor referente ao IMI pago para compras no comércio tradicional e restaurantes locais, num processo claro, transparente e direto e que representaria a injeção de mais de 2M de euros na economia local.

2. A criação de verdadeiro plano de marketing de apoio ao comércio local. Uma moldura de Facebook é uma boa ideia, mas torna-se inócua quando acompanhada pelo vazio. Crie-se um verdadeiro centro comercial urbano, na dupla vertente física e do marketplace. 

3. O desenvolvimento de um programa de dinamização cultural do centro histórico, durante todas as semanas até ao fim do ano, que envolva a autarquia, as freguesias, as associações, os operadores culturais e turísticos. 

4. A potencialização do Project Booster do Alto Tâmega, a incubadora da ACISAT que apesar de ter pouco mais de um ano de idade, está acreditada pela RNI, e que constitui uma iniciativa importante para agregar empreendedores, apoiando ideias, projetos e negócios.

A pandemia sanitária está quase vencida, mas essa vitória só terá significado se vencermos a catástrofe económica e social. Para isso, é necessário passar das palavras aos atos e que o “Chaves Empreende” não seja só um slogan anunciado e passe efetivamente à ação.

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