“Trata-se de uma grande vitória da lavoura e de toda a região duriense”, foi dessa forma que Berta Santos, da Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO), reagiu à notícia, divulgada no dia oito, de que o” Ministério da Agricultura vai proibir a entrada de novos direitos de plantação da vinha de fora para dentro da Região Demarcada”.
Em comunicado, a Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, explicou que o fim da transferência de direitos de replantação “contribui de forma decisiva para o processo de estabilização e incentivo à preservação das vinhas do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade e como reforço da coesão social”.
A Ministra lembrou ainda que a decisão vem dar “resposta aos anseios de uma parte significativa dos vitivinicultores e de várias entidades, que há muito reclamavam esta medida de proteção à qualidade e excelência da produção do vinho do Porto e Douro”.
Berta Santos congratulou-se com a notícia, embora reconheça que “é pena que medida não tenha sido tomada há anos atrás, antes das grandes empresas e casas exportadoras terem instalado no Douro muitas das suas grandes explorações vitivinícolas”.
A dirigente da AVIDOURO sublinhou ainda que “a recente Lei Orgânica do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), apesar de controversa em algumas normas, mantém este Instituto como público, reclamação que a associação assumiu face às ameaças de privatização e perante a passividade ou conivência de outras organizações da lavoura duriense”.
No rol das vitórias, a mesma responsável recordou também que, “no ano passado, a AVIDOURO e os vitivinicultores estiveram em luta contra a ameaça de subida do IVA no vinho, circunstância que entretanto não se verificou”.
“Vale sempre a pena lutar”, defendeu Berta Santos, adiantando que a região não vai desistir das suas exigências, entre as quais o “aumento do Benefício e a manutenção das vinhas de letras E e F, melhores preços à produção e um controlo mais eficaz do comércio de aguardentes, vinhos e mostos que entram no Douro”.
A implementação de um “Plano de Emergência para o Douro, que inclua a criação de um ‘Fundo de Emergência’ para acudir à situação crítica dos vitivinicultores afetados pelas falências e insolvências de empresas e de adegas cooperativas” é outra das ambições da associação.




