O Conselho Geral da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), reunido no dia 11, depois da realização das I Jornadas de Reflexão Estratégia sobre o futuro da academia, adiou para Dezembro a decisão sobre a continuidade do pólo de Chaves.
“Decidimos aprofundar um pouco mais a questão, tendo em particular atenção as preocupações manifestadas por pessoas de Chaves e por entidades locais”, sublinhou o embaixador Francisco Seixas da Costa, que preside o Conselho Geral da UTAD.
Segundo o mesmo responsável, o objectivo do adiamento da decisão sobre o futuro do pólo flaviense prende-se assim com a necessidade de reunir “mais elementos que possam ajudar à sua sustentação”.
Apesar de confirmar que, “depois de uma análise às condições do pólo”, a Universidade e a reitoria constataram a sua debilidade no quadro das actuais e “severas restrições orçamentais”, Seixas da Costa reconhece que “há elementos de natureza regional e mesmo sentimental que têm que ser tidos em conta”.
O presidente do Conselho Geral deixou a garantia de que nenhuma decisão será tomada sem serem ouvidas entidades locais e a comunidade universitária.
No final das I Jornadas de Reflexão Estratégica da UTAD, que contou com a participação de vários docentes e responsáveis pelas escolas da universidade, o reitor Carlos Sequeira explicou que a possibilidade de encerramento do pólo de Chaves não se trata de uma “questão de mera economia”. “Trata- -se de darmos uma formação completa, integral e universal, uma verdadeira formação universitária”, referiu o mesmo responsável, considerando que, se “neste momento consegue-se ter dois cursos de primeiro ciclo com qualidade”, com as restrições orçamentais não há certezas sobre a manutenção dessa qualidade.
“É obvio que em situações de emergência teremos que adoptar soluções de emergência.
Temos que racionar a oferta educativa”, advertiu Carlos Sequeira.
A decisão sobre a manutenção do pólo de Chaves foi assim adiada para o dia 16 de Dezembro, no entanto, no último Conselho Geral da UTAD foram tomadas outras deliberações, nomeadamente no que diz respeito ao tão ambicionado Curso de Medicina que, um objectivo antigo da universidade transmontana, que fica “suspenso em absoluto nos próximos tempos”.
O Conselho Geral defendeu ainda a extinção da Fundação Rei D. Dinis, referindo que esta iria ocorrer de qualquer forma, devido à falta de actividade da estrutura criada na UTAD há quase uma década.



