Terça-feira, 19 de Outubro de 2021

Democracia desvitalizada

Ao ler algumas coisas sobre as eleições intercalares americanas, que resultaram num cartão amarelo a Barack Obama e numa vitória para os republicanos e – muito expressiva – para o movimento Tea Party, acabei por reparar na vitalidade da democracia dos EUA por contraponto com a nossa. O Tea Party é um excelente exemplo de um movimento político com características mais radicais mas que facilmente se integrou no sistema e entrou no debate. O eleitorado que, em 2008, quis escolher Obama, quis agora puni-lo por alguns erros e seguiu quem bem aproveitou essas falhas. É assim o debate democrático e é esta a beleza do Poder limitado.

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Deste ponto de vista, colocar a democracia dos EUA ao lado da portuguesa é um acto sádico de pura maldade. A política portuguesa não tem vida. A começar pelo partido do Poder que, sem um projecto para o país, navega ao sabor das tempestades económicas, dos escândalos de corrupção, dos empregos para os amigos e do desemprego para os outros. O Partido Socialista, que teve, sem dúvida, um papel importante na história da democracia portuguesa, está irreconhecível. Neste momento, apenas um grupo mais fanático continua fiel ao líder, constituindo-se como uma espécie de “fiéis do regime”.

A extrema-esquerda é vazia, complexada e não entusiasma ninguém. Rendida a dogmas do início do século XX, a esquerda radical

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