Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2021

Deputados do PSD querem que Governo compense IPB

Os deputados do PSD por Bragança reclamam do Governo uma compensação ao Instituto Politécnico, por considerarem ter sido “penalizado” com a redução do valor das propinas nas Instituições de ensino Superior público.

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Os eleitos social-democratas usaram a figura da pergunta ao Governo na Assembleia da República para questionarem o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, sobre o que classificam de “uma injustiça criada contra o IPB”.

Em causa está a compensação financeira que o Governo deu às instituições que cobravam a propina máxima para reduzir o valor para o novo mínimo nacional, enquanto as instituições que já cobraram uma propina abaixo do novo mínimo não tiveram reforço extraordinário no orçamento.

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Orlando Rodrigues, já tinha denunciado a situação e reclamado o mesmo tratamento, por, ao longo dos anos, sobretudo da crise, ter feito o “esforço” de manter as propinas baixas, numa estratégia também de atração de alunos para o interior.

“O Governo acaba por penalizar as instituições que geriram bem, apesar de terem menos recursos financeiros. Esta situação é muito penalizadora para o IPB e, consequentemente, para o distrito de Bragança”, lê-se na exposição dirigida à tutela.

O documento é subscrito pelos dois deputados eleitos pelo círculo de Bragança, Adão Silva e Isabel Lopes, e também por José Silvano, que já foi deputado pela região e que nas últimas legislativas por Lisboa, depois de ter assumido o cargo de secretário-geral do PSD.

Para os parlamentares social-democratas, a posição do Governo “é inaceitável e condenável, porque é injusta e não valoriza quem se esforçou e fez uma boa gestão”.

Lembram também que a instituição de ensino superior de Bragança “tem sido considerado, nos últimos anos, o melhor Instituto Politécnico de Portugal”.

Os deputados perguntam se o ministro está a par da situação, se “reconhece a injustiça criada contra ao IPB” e “como vai ser resolvida” esta situação, alertando que “pode provocar graves desequilíbrios financeiros e perturbar o normal funcionamento” da instituição transmontana.

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