Terça-feira, 19 de Outubro de 2021

Dia da cidade e evocação de S. Nuno de Santa Maria

No passado sábado, dia seis, a cidade de Valpaços celebrou o «dia da cidade» em virtude de ser essa a data do decreto da criação da «vila de Valpaços», que o Município mantém apesar de agora ser cidade.

-PUB-

A Igreja, por sua vez, desde há séculos que celebra nesse dia seis de Novembro a memória litúrgica do Beato Nuno de Santa Maria, agora S. Nuno, e que se mantém após a canonização feita pelo Papa Bento XVI em 26 de Abril de 2009. Aproveitando essa data, o senhor Bispo celebrou a Eucaristia na tarde de sábado e crismou cinquenta pessoas, a maior parte jovens que concluíam o curso catequético.

A receber o senhor D. Joaquim estavam o presidente e vice-presidente da Câmara Municipal, o presidente da Junta, o presidente dos Bombeiros, os Escuteiros e dezenas de fiéis, que tomaram parte na celebração, excepto o presidente que se deslocou a Carrazedo de Montenegro para a festa da castanha. Concelebraram vários sacerdotes vizinhos que auxiliaram o pároco e arcipreste P. Manuel Alves.

Na homilia, o senhor Bispo afirmou que «uma terra vale pelos seus cidadãos» e lançou a pergunta: «como podemos auxiliar o concelho de Valpaços?». E respondeu «pela nossa valorização pessoal». A partir daí, pediu aos crismandos, jovens e adultos, que se preparassem cuidadosamente pelo estudo escolar e valorização profissional: «é sempre o melhor investimento para o futuro e que nenhuma crise pode destruir». Lembrou ainda que o Crisma, a acção do Espírito Santo, vem confirmar, aperfeiçoar e animar o trabalho humano e instrução: «o Espírito renova, purifica e acende o mistério criado, eleva as realidades terrestres, mas supõe a participação de cada um na obra do Pai Criador e do Filho Salvador».

A confirmar as suas afirmações, citou o exemplo de S. Nuno: «um extraordinário cristão: «Verdadeiro Cavaleiro medieval, homens consagrado a Deus para a área militar, era um excelente profissional. Casou cedo, como muitos medievais na mira de poderem assistir ao casamento dos filhos, dada a limitação da esperança de vida nessa época. Sempre atento ao bem moral e profissional dos seus soldados, porque a guerra é sempre má conselheira nos acampamentos dos homens, tanto no presente como no passado, Nuno Álvares Pereira não era um ingénuo, mas um fino estratega, sabedor do seu ofício». Aos 25 anos já era o comandante supremo das forças militares e como tal orientou o combate de Aljubarrota. Viúvo no ano seguinte, esperou pela consolidação da paz no Reino e pelo casamento do rei, e só depois, após a distribuição dos bens pelos militares e familiares, entrou no convento do Carmo que ele próprio mandava edificar para se devotar totalmente à oração», concluiu. «Um bom modelo de cidadão comprometido com o «bem comum» e um bom modelo de leigo cristão».

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

ÚLTIMAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.