O próximo Domingo é dedicado às Comunicações Sociais, é a 41ª vez que é celebrado este «Dia», e o Papa propôs como tema para este ano «As crianças e os meios de comunicação social: um desafio para a educação».
As «Comunicações sociais» e nomeadamente a televisão constituem um recurso habitual dos pais e até dos educadores para ensino e sobretudo para entretimento dos filhos. Por isso, a mensagem pontifícia dirige-se aos pais e educadores para que acompanhem os filhos, os auxiliem a ler o que vêem e a moderarem o número de horas que passam diante do televisor; e dirige-se aos organizadores dos programas infantis e aos próprios produtores de filmes e desenhos para crianças, pedindo-lhes que não incluam cenas que incitem à violência e destruam os esquemas fundamentais da psicologia da criança.
Muitos pais não têm capacidade para perceberem o mundo da televisão e agora da Internet, nem coragem para disciplinar os filhos. Basta-lhes que estejam quietos e calados. Ouviram dizer e sabem genericamente que a televisão tem os seus riscos, mas muitos ficam-se por aí, incapazes de analisarem os programas e de se imporem aos filhos. Que tenham ao menos o bom senso de perceber que nada vale uma conversa directa com as pessoas, que há horas para os filhos estarem à mesa com os pais e irmãos, que a proibição e mesmo o castigo são actos educativos saudáveis, que a muita fantasia afasta da vida real e cria preguiça mental, que o quarto de dormir não é lugar para televisão, que as muitas horas passadas sozinhos diante do televisor não são sinal de aplicação ao estudo.







