Quando somos confrontados, quase diariamente, com a notícia de maus-tratos infligidos a crianças pelos próprios pais ou familiares mais próximos; quando a televisão gasta tempo de antena a rodos para informar (ou confundir?) os ouvintes com julgamentos que envolvem ou envolveram sevícias praticadas sobre crianças; quando elas são postergadas pelos nossos governantes, que em nome de uma política economicista, são capazes de fechar escolas, obrigando crianças pequenas a fazer madrugadas e a chegar tarde a casa sem tempo para brincar ou descansar; quando os hospitais pediátricos se contam pelos dedos e ainda sobram dedos e nos Centros de Saúde nem sempre se encontra um pediatra; quando o apoio às crianças com qualquer problema é praticamente
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