Domingo, 1 de Agosto de 2021

Dicas para pais

Encontramo-nos perante uma época difícil para crianças e adolescentes, e também para pais/cuidadores. Todos nós temos formas distintas de reagir perante as situações, reações e emoções essas que variam com o tempo. É necessário tomarmos conta de nós e da nossa saúde, o que permitirá uma maior clareza na tomada de decisões e maior capacidade […]

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Encontramo-nos perante uma época difícil para crianças e adolescentes, e também para pais/cuidadores. Todos nós temos formas distintas de reagir perante as situações, reações e emoções essas que variam com o tempo. É necessário tomarmos conta de nós e da nossa saúde, o que permitirá uma maior clareza na tomada de decisões e maior capacidade na proteção da sua família e crianças.

É natural numa fase de incerteza, com um grande número de exigências e alterações rápidas, em que há muitos fatores novos e imprevisíveis e em que sentimos a nossa vida/estabilidade ameaçada, qualquer um poder sentir-se triste, ansioso, confuso, “stressado”, tenso, frustrado e até zangado. Por esse motivo, falar com pessoas em quem confiamos pode ajudar, mas há mais dicas, que a OMS e outros especialistas recomendam:

Aos cuidadores:

– Faça pausas: reserve algum tempo do dia só para fazer o que mais gosta ou pequenas coisas que o façam sentir bem (um banho quente, olhar pela janela, ler…).

– Aceite as suas emoções; não tem mal sentir tristeza, zanga ou medo. São realmente tempos difíceis.

– Pratique exercícios de respiração abdominal.

– Esteja informado, mas limite o tempo de noticiário ao mínimo possível. Lembre-se que há fontes de informação pouco fidedignas.

– Mantenha os seus hábitos e rotinas.

– Estabeleça hábitos alimentares e de exercício físico.

– Evite recorrer ao álcool ou outras drogas.

– Mantenha as relações socias, contactando (forma não presencial) com amigos/ família e partilhe dúvidas/preocupações.

– Monitorize possíveis sintomas respiratórios e cumpra medidas de higiene e etiqueta respiratória.

Às crianças: 

– Faculte informações mais simples, curtas e factuais a crianças mais pequenas.

– Evite versões assustadoras, distorcidas ou falsas; explicações excessivas e preocupações que são do adulto.

– Crianças de diferentes idades vão ouvir falar sobre mortes por Covid, através de (des)conhecidos ou familiares. Deve-se dizer a verdade acerca da morte em questão, encorajar expressão de emoções e dar tempo para lidar com a perda. 

– Responda com honestidade/coerência (pode compartilhar o seu desconhecimento em relação a algumas perguntas), não esquecendo que as explicações devem ser adaptadas à idade e desenvolvimento.

Seja compreensivo e paciente perante estes comportamentos e tente resolvê-los construtivamente e não se esqueça que a tranquilidade dos pais será a chave para a segurança e bem estar da criança. 

Evitar recorrer exclusivamente à televisão e tecnologias (telemóvel, computador, tablets, consolas), pois o tempo de exposição excessivo a ecrãs tende a agitar e inquietar as crianças, originando mais stress, maior agressividade, impulsividade, sono mais agitado e ansiedade, o que é contraproducente nesta altura e acentuar ainda mais, a natural inquietação que toda esta situação provoca. Assim, crie oportunidades para que as crianças possam brincar e relaxar e promovam a interação pais/ filhos. 

Não vai ficar tudo bem, mas o desejo de todos é que fique o menos mal possível, esta nova “normalidade” é a realidade com a qual temos de lidar e aprender a viver.

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