Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Domingos Névoa fez-se homem nas margens do Cávado

As Terras de Barroso iam desde o atual concelho de Terras de Bouro, Ruivães (Vieira do Minho) e compreendiam o extinto concelho de Dornelas, desde 1836, transformado no de Boticas e chegavam ao Rio Tâmega (Chaves). A norte confinavam com a Galiza. Zona planáltica, agreste e fria, teve três castelos medievais para defesa das fronteiras, teve como Alcaide do único que permanece, Vasco Gonçalves Barroso e tão rico e influente esse casteleiro foi que, ao casar, em segundas núpcias com D. Leonor de Alvim, legou a esta uma fortuna de tal modo forte que constituiu o alicerce da poderosa Casa de Bragança.

Faço este introito às Terras de Barroso que sempre tiveram por sede a vila de Montalegre. Dois dos rios que aí nascem e atravessam o concelho, desde o norte a sul: o Cávado e o Rabagão. Este é afluente daquele e apenas estão separados no seu leito a cerca de oito km de largura e a 35 de distância, entre a nascente e a foz. Em meados do século passado foi criada a HICA (Hidroelétrica) do sistema Cávado-Rabagão, que no leito de ambos construiu, por ordem cronológica, as seguintes barragens: Venda Nova (1951), Salamonde (1953), Caniçada (1955), Paradela (1956) e Pisões (1966). Este aproveitamento energético trouxe, por um lado, grande riqueza ao país, mas muita

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