Sábado, 4 de Dezembro de 2021
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Dr. Ginja -partiu um homem de convicções

Partiu um homem, justo e firme, um homem bom, culto e solidário. Um homem de fortes convicções. Um médico sempre empenhado com aqueles que sofriam, nunca deixando de acompanhar os seus doentes até ao seu total restabelecimento. Um cidadão de corpo inteiro, alma grande arreigada aos valores que dignificam a pessoa como alguém que deve […]

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Partiu um homem, justo e firme, um homem bom, culto e solidário. Um homem de fortes convicções. Um médico sempre empenhado com aqueles que sofriam, nunca deixando de acompanhar os seus doentes até ao seu total restabelecimento. Um cidadão de corpo inteiro, alma grande arreigada aos valores que dignificam a pessoa como alguém que deve ser valorizada e respeitada integralmente.

Há pessoas que não desaparecem para sempre. Aparecem nas nossas vidas e continuarão a estar presentes. Só morrem ligeiramente com a nossa morte… Dr. Jorge Ginga será certamente lembrado por tudo quanto fez de bem feito, de grandioso nas diversas áreas da nossa vida coletiva. Estudioso profundo de tudo quanto se passava de mais relevante no país e no estrangeiro. O calor da sua oratória não deixava ninguém indiferente.

Mas a vida é isto mesmo: Tem sempre um fim. Importa refletirmos. Devemos olhar para ela valorizando-a, destacando os bons exemplos, antes que a morte inapelavelmente chegue, por razões naturais, ou por ocorrência súbita. A solidariedade e os afetos foram manifestações que conferiram ao Dr. Ginja o vínculo de união para com o seu semelhante. Quem tanto conversou com o Dr. Ginja, sente já a saudade da ausência, como se a lembrança desses momentos fosse densa e dolorosa…

Para além de médico conceituado, destacou-se como Delegado Regional do Norte do Ministério da Cultura, Vereador da Câmara Municipal e membro da Assembleia de Vila Real. Foi ainda colaborador na década de 90 na Universidade FM, dando a sua opinião na rubrica” Reparo do Dia” e ainda colaborou na “Rádio Voz do Marão” durante mais de 20 anos através do programa “Pontos nos is”. Mais recentemente participou na rubrica “Ponto de Vista” emitida às segundas-feiras. Refira-se que o Dr. Jorge Ginja na qualidade de Diretor da Direção Regional de Cultura do Norte tornou possível a existência do Centro de Música Tradicional “Sons da Terra” cuja inauguração esteve o então Ministro da Cultura Augusto Santos Silva.

De súbito, a ausência. O desconforto da sua partida eterna. O que fazer agora depois da sua última viagem? Evocá-lo na natureza de um espírito eloquente e invulgar e nunca conformado. Quando alguém parte para sempre e nos faz falta no imediato, dizemos que há rasto luminoso de uma estrela viajante que nunca se apaga. E esse raio de luz é o da saudade que não morre nem foge do horizonte das nossas lembranças. É uma luz de celebração da vida de quem partiu, mas nunca foi para longe. Partiu para o fascínio do infinito, da aventura dos sonhos e do desejo de chegar mais longe.

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