Escolheu o topo de uma unidade hoteleira, com vista para a cidade, para o fazer, onde estiveram alguns apoiantes, familiares, presidentes de junta e os jornalistas, estes sem direito a perguntas.
No seu discurso, Duarte Travanca apresenta-se como “o homem certo, no momento certo para mudar Mirandela e fazer política de maneira diferente”.
Natural de Mirandela e doutorado em economia, o candidato diz estar a concretizar “um sonho de criança, que só agora faz sentido, uma vez que a vastíssima experiência adquirida ao longo de várias décadas constituiu um fator diferenciador que muito pode contribuir para fazer deste concelho um lugar para sonhar, viver e ser feliz”.
Para os críticos das redes sociais, Duarte Travanca afirma que não vem para Mirandela “atrás de um tacho”. “Seria muito pouco inteligente vir atrás de um tacho em que venho ganhar um terço daquilo que ganho atualmente. Corro por causas, por objetivos”, acrescentando que “corro atrás deste projeto porque não quero ver Mirandela no estado em que está”.
Quanto à equipa que o acompanhará, ainda não são conhecidos os nomes, contudo, o candidato deu a conhecer algumas das propostas que farão parte do programa eleitoral e que assentam em cinco vetores: educação, cultura, economia, saúde e turismo.
Na educação destaque para o apoio aos alunos do ensino superior, com a atribuição de “pelo menos 100 mil euros por ano em bolsas de estudo” e na cultura para a “necessidade, urgente, de se construir um pavilhão multiusos” e na implementação de uma semana cultural com “vários espetáculos de rua, teatro, dança, música e promoção dos saberes e sabores” do concelho.
Na área da economia, o candidato quer apostar “na captação de investimento em indústrias para aumentar o emprego para todas as faixas etárias, principalmente para fixar os mais jovens” e ainda na criação de um sistema de licenciamento simplificado, o chamado “simplex do licenciamento”, de forma a “combater a burocracia e atrasos excessivos”.
Para a saúde, bem-estar e assistência social, Duarte Travanca quer “criar habitação social nas aldeias e criar um protocolo com a vila de Torre de Dona Chama para que tenha um papel de destaque”, bem como “dar prioridade à concretização de obras relacionadas com necessidades básicas das aldeias, que estão ainda por satisfazer, como melhoramento de estradas, abastecimento de água e saneamento”.
Por fim, no turismo, o principal objetivo é “devolver a Mirandela o encanto e orgulho de voltarmos a ter uma cidade jardim”. O candidato pretende apostar “na promoção de condições favoráveis à venda de uma semana de férias em Mirandela, sem esquecer a vertente ligada ao turismo de natureza”.
Para o Secretário-Geral do PSD, que marcou presença na apresentação, Duarte Travanca “tem as características essênciais para ser considerado credível e sair vencedor: a competência, a honestidade e a coragem”. José Silvano, que já foi presidente da Câmara de Mirandela, não esconde, ainda assim, que reconquistar a autarquia será uma tarefa “difícil” e que a receita é “não falar mal de quem lá está” e fazer uma campanha de “proximidade”.
Duarte Travanca tem 52 anos, é doutorado em economia e vai tentar reconquistar a Câmara de Mirandela para o PSD nas próximas eleições autárquicas, que se devem realizar entre setembro e outubro deste ano.





