Duas visões distintas!

Uma política de estacionamento coerente é hoje considerada como uma componente fundamental de qualquer política de mobilidade urbana. E neste contexto não resisto em partilhar o conhecimento de dois exemplos recentemente vindos a público, mas que têm a particularidade de mostrarem duas visões distintas do mesmo assunto, duas perspectivas diferentes de encarar o problema do estacionamento no contexto da mobilidade urbana vista pelo prisma da sustentabilidade e, não menos importante, duas opções igualmente diferentes quanto à forma de planear e de construir as cidades.

Os exemplos dizem respeito à construção de dois pólos geradores de tráfego, mais concretamente de dois centros comerciais de dimensão relevante abertos ao público há relativamente poucos anos. Um, em Portugal – o Dolce Vita Tejo – com uma área locável de cerca de 122.000 metros quadrados e um parque de estacionamento para cerca de 9.000 viaturas; o outro, na Suíça, localizado em Sihlcity (Zürich) com uma área locável de cerca de 100.000 metros quadrados e um parque de estacionamento para 850 viaturas e 660 bicicletas! Estes dois exemplos e os números que lhes estão associados são, por si só, suficientemente elucidativos para percebermos as diferentes perspectivas de abordagem e resolução dos problemas que, nestes

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