E agora o SNS e o estado social?

Em 12 de Outubro de 2006, publiquei neste jornal um artigo sobre o Serviço Nacional de Saúde, em que chamava a atenção para os seus problemas financeiros e para a necessidade de o reformar para o tornar viável. Escrevi nessa altura: O estado-providência, enorme conquista social do séc. XX, gerador do SNS com a sua máxima “saúde gratuita para todos”, conhece graves dificuldades económicas que parecem não ser de fácil resolução (diminuição crescente da população activa e consequente aumento da população passiva). O dinheiro dos impostos não chega para tudo! A economia da saúde impõe as suas regras e limitações.

Perante o avolumar anual do deficit do SNS, com constantes derrapagens no seu orçamento, e a necessidade de permanente reforço financeiro, percebia-se que era absolutamente necessário travar este descontrolo orçamental e tal só se conseguiria através de um equilíbrio rigoroso e eficaz entre a receita e a despesa. A não ser assim, o sistemático incumprimento económico do SNS terminará na sua falência com gravosas consequências, principalmente para os mais desfavorecidos, e por isso alertei: Isto significa que os mais carenciados, os mais pobres, os desprotegidos, os idosos, os doentes crónicos, necessitam de uma protecção total, porque não têm meios. Nestes, o SNS não pode falhar! Sendo assim, torna-se necessário racionalizar os meios para que o

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