Depois da oração de Laudes, os Arciprestes e o Coordenador da Pastoral foram convidados a dar um testemunho breve sobre momentos de alegria e sofrimento sacerdotal na sua acção pastoral. O senhor Bispo fez depois uma partilha das suas preocupações sobre a vida do Clero que dividiu em três aspectos: «o sacerdote como aquele que reza e faz rezar; o profeta ou aquele que aprende e ensina; o rei, aquele que governa e é governado».
E fez algumas advertências sobre cada um destes aspectos: «o perigo de o padre não rezar por ter muito que fazer, o perigo de não estudar porque não tem tempo nem é preciso, o perigo de fazer tudo sozinho para ser mais depressa». «Há aí uma conversão a fazer todos os dias: quem não rezar sozinho não rezará quando celebrar a Missa e os sacramentos; quem não estudar não compreenderá o nosso tempo e será monótono na pregação; quem não lançar algumas estruturas paroquiais, em breve comprometerá a comunidade quando o pároco adoecer ou faltarem padres».
Há em algumas pessoas um Concílio mal difundido e mal assimilado que tudo reduz a um activismo pastoral e assistencial que secundariza a oração pessoal, a adoração, a formação silenciosa das pessoas. E concretizou cada uma daquelas orientações no espírito de vida orante ao longo do dia e propostas de oração aos fiéis, na disponibilidade para perder tempo com o povo mormente no confessionário, na leitura dos documentos do magistério, na escolha e formação de leigos para a catequese e celebrações do Domingo na ausência do presbítero, na atenção e convite a jovens para o Seminário. Tudo isto se faz sem barulho nem noticiário televisivo». Repare-se nas atitudes que o Papa Bento XVI anda a lembrar e a praticar.
Na Sé, onde vários leigos e religiosas se associaram à celebração, recordou que o Ano Sacerdotal só põe fim às actividades oficiais, mas mantém-se o apelo à conversão e lembrou que era esse o desejo do Papa: que os Padres se convertam e que leigos adquiram o «estilo sacerdotal» que lhes cabe pelo baptismo, isto é, a capacidade de oferecer coisas e filhos, que saibam dar-se, e não somente pedir».