Entre o BRICS e as dívidas

O Brasil tem mais de 350 bilhões de dólares de reservas cambiais. A maior parte dessas reservas está aplicada em dólares (cerca de 290 bilhões) e a rentabilidade, que era muito baixa até o fim de 2010, tem vindo a aumentar nos últimos meses. Segundo o director de Política Monetária do Banco Central, neste ano, essa rentabilidade já atingiu 4,9%, aproximando-se da média de 2002 – 2010, que foi de 5,2%.

De acordo com as declarações à imprensa do Ministro da Fazenda, os países que integram o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) irão estudar uma forma de ajudar os Estados europeus que estão ameaçados de insolvência, ou que encontram dificuldades para estender o vencimento das dívidas. Nesse rol, depois da Grécia, Portugal e Irlanda, já estariam a Espanha e a Itália.

A saída imediata para esta situação de aperto seria a aquisição dos títulos da dívida soberana desses países devedores, dando-se tempo para a recuperação das economias nos próximos anos, e, concomitantemente, afastar as consequências que decorrem da “secura” dos mercados e da elevação leonina da taxa de juros.

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