No futuro, o concelho de Alijó poderá ter uma nova atratividade arqueológica. Iniciado este último verão, decorreram as escavações no castro de Vale de Mir. Nesta aldeia, foram abertas uma dezena de sondagens, com o objetivo de compreender a estruturação do espaço nos patamares a oeste do castro, o que permitiu descobrir diversas estruturas, datáveis do período romano, tal como uma grande quantidade de material arqueológico.
O castro de Vale de Mir é conhecido da historiografia tradicional pelo menos desde o século XIX, quando o arqueólogo Henrique Botelho visitou este sítio, recolhendo diversos materiais. Apesar deste castro ser referido várias vezes na investigação científica nacional, infelizmente, são raros os novos dados que surgem destes estudos, muitas vezes de caráter regional e onde, na esmagaria maioria das vezes, é apenas referido o nome do sítio e a sua provável ocupação na proto- -história e em momentos anteriores.
O projeto pretende desenvolver uma série de estudos sobre este castro e outros sítios arqueológicos relevantes em torno da aldeia de Pegarinhos, nomeadamente em Castorigo. Estes castros inserem-se no conjunto de outros do planalto de Alijó, zona marcada pela grande densidade de estruturas deste tipo. Na senda de outros exemplares da mesma zona está o castro de São Marcos (Pópulo), as Muralhas de Vilarelho (Favaios) ou o Castro de Vilarinho de Cotas (Vilarinho de Cotas).
Segundo Pedro Pereira, do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (FLUP/FCT), “o projeto pretende também desenvolver uma componente pouco explorada da investigação arqueológica em Portugal: a da divulgação patrimonial, tanto para os habitantes da região como para os seus visitantes”.
Para a presidente da Junta de Pegarinhos, Maria Amélia Baptista, “este sítio arqueológico potencializado será importante para a freguesia, mas também para o concelho. Pode atrair os turistas e ser uma mais-valia em termos de visitação”, observou.
Neste projeto de uma forma mais direta, além de Pedro Pereira, conta com a colaboração do arqueólogo Sá Coixão e António Silvino, arqueólogo português residente em França.
O PIOHP tem o apoio de uma série de instituições: a Câmara Municipal de Alijó, a Junta de Freguesia de Pegarinhos, a ACDR de Freixo de Numão, o Regimento de Infantaria 13 de Vila Real, o Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (Faculdade de Letras da Universidade do Porto/Fundação da Ciência e Tecnologia).



