Segunda-feira, 16 de Maio de 2022

Escolas portuguesas já receberam 1.860 alunos ucranianos

O anúncio foi feito, esta terça-feira, pelo novo ministro da Educação, João Costa, após participar num Conselho de Ministros da Educação da União Europeia (UE), no Luxemburgo.

As escolas portuguesas já receberam 1.860 alunos ucranianos, que “estão a ser integrados numa perspetiva de desenvolvimento das suas competências linguísticas”, referiu o ministro, acrescentando que “há também uma preocupação com alunos russos que estão no sistema educativo português e que não são responsáveis por aquilo que o presidente do seu país [Vladimir Putin] promove”.

“É preciso ter as escolas como o laboratório de democracia e uma oficina de paz. Ou seja, se nas escolas não conseguirmos isso, não vamos conseguir em mais lado nenhum”, declarou.

Relativamente às crianças ucranianas que estão a ser integradas no sistema educativo português, João Costa sublinhou a preocupação em “trabalhar muito as competências sociais e emocionais dos alunos”, pois “vêm num contexto de trauma, num contexto de guerra, e, portanto, a prioridade é promover o seu bem-estar, e a sua integração com os seus colegas”.

“Este é o objetivo principal neste momento, neste contexto de invasão brutal que estamos a viver, e em que todos temos o dever de nos solidarizarmos com estes e com outros refugiados. Em Portugal, felizmente, temos uma experiência acumulada de receção de menores não acompanhados vindos de outras partes do mundo, o que nos ajuda a ter uma resposta já bastante estruturada”, frisou.

Segundo o governante, “temos crianças que pretendem – e estamos a trabalhar isso também com o governo ucraniano – continuar a acompanhar o currículo em ucraniano, e há uma disponibilização de serviços de educação à distância feito pelo governo ucraniano. Aquilo que temos de trabalhar é a compatibilização entre estas duas vontades”, apontou.

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