Esperança

Nos últimos dez dias tomei consciência de que a situação que o país atravessa é bem mais grave do que aquilo que vamos ouvindo. Sem pretender ser pessimista atrevo-me a dizer que não tenho a certeza de que o País regresse ao bom caminho sem a ajuda dos tais gurus da Macroeconomia. Infelizmente, em Portugal, temos muita gente especialista a fazer diagnósticos, mas profissionais capazes de definir objectivos com rigor e de apresentar estratégias eficazes para atingi-los, já não encontramos assim tantos peritos. A ligeireza com que alguns comentadores falam dos reais problemas do País tem muito pouco a ver com a sua dimensão e complexidade.

Esperar soluções mágicas para os próximos anos é pura ilusão. Neste momento, situações que parecem disparatadas podem fazer todo o sentido. Os funcionários públicos estão numa situação muito difícil e vai pagar o justo pelo pecador. Naturalmente verão os seus direitos deixar de serem adquiridos. A degradação da sua situação profissional apresenta-se assim como uma inevitabilidade. Os sinais dados pelos políticos apontam muito claramente nesse sentido.

Na privada as coisas também não estão fáceis. Antes de prosseguir quero fazer uma referência às palavras sábias proferidas pelo Presidente da ACEGE, Dr. António Pinto Leite, num encontro da ACEGE, realizado na Colunata do Bom Jesus, na sexta-feira passada – não despeçam, procurem encontrar soluções com os vossos

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