Eduardo Varandas
Eduardo Varandas
Arquiteto. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Este ano nas festas de Guiães não houve foguetes

Pela primeira vez desde que me conheço, as festas de Guiães, que se realizam anualmente no primeiro fim-de-semana de agosto, não tiveram este ano o lançamento de fogo-de-artifício, por imposição do Governo, com a justificação de que isso poderia provocar a propagação de incêndios florestais. 

Compreende-se a preocupação das autoridades governamentais sobre esta matéria, mas não pode deixar de se lamentar a determinação de medida tão drástica, sem ter em conta as especificidades de cada localidade, a zona envolvente e as consequências que ela acarreta, quer para as empresas do setor da pirotecnia, quer para a diminuição do brilho e a descaraterização das festividades afetadas. Não se podem, pois, generalizar decisões desta natureza, sem olhar às situações concretas que se verificam nesta época do ano, sob pena de se criarem situações de exagero, como foi o caso. 

É preciso salientar que a indústria da pirotecnia evoluiu nos últimos anos de forma positiva e exemplar, dotando os artefactos pirotécnicos de meios inibidores

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