Foi, talvez, o mais importante polo económico da região nas décadas de 60 e 70, chegando a ter mais de mil postos de trabalho. Hoje, o Complexo Agroindustrial do Cachão, encerrado desde 1992, é como que uma “cidade fantasma”.
Mas isso está prestes a mudar, tudo porque os autarcas de Mirandela e Vila Flor, responsáveis pela gestão do espaço, deram as mãos e criaram um projeto para reerguer o “Cachão”.
“O caminho começou a ser feito com a reabilitação ambiental e retirada dos resíduos acumulados em dois incêndios que afetaram o complexo (2013 e 2016)”, explicou Júlia Rodrigues, à margem da visita de Ana Abrunhosa ao espaço.
“Com esta visita da ministra da Coesão Territorial, quisemos mostrar que temos o estudo feito e apresentar-lhe o projeto, para o qual precisamos de fundos comunitários para dar uma nova dinâmica ao Complexo Agroindustrial do Cachão”, frisou.
A ideia é transformar o antigo complexo num novo polo tecnológico de apoio às fileiras agroindustrial e agroalimentar de Trás-os-Montes, concentrando um conjunto de serviços tecnológicos e de promoção de marcas de produtos locais, com espaço expositivo e associado aos futuros fluxos turísticos do Vale do Tua.
De acordo com Júlia Rodrigues, o que está em vista é “um conceito diferente, mais inovador e adaptado aos novos tempos. Aquilo que pretendemos é que o plano que temos traçado seja candidatado a fundos comunitários para que possa aqui nascer uma nova dinâmica”, sendo que, numa primeira fase, o investimento será “à volta de três, quatro milhões de euros em serviços técnicos com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro”.
“ESTE É O MOMENTO”
Trazer o Cachão para o século XXI é, portanto, a prioridade e a ministra da Coesão Territorial, a quem foi apresentado o plano de revitalização, parece não ter dúvidas de que “este é
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