A Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em parceria com a Câmara Municipal de Vila Real, vai avançar com um projeto que pretende incentivar os universitários a viverem em casa de idosos que vivem sozinhos.
Sérgio Martinho, presidente da AAUTAD, explicou ao Nosso Jornal que o projeto é um de muitos que têm como objetivo estreitar a ligação entre a comunidade universitária e a população vila-realense.
Neste caso concreto, o que se pretende é garantir alojamento gratuito em casa de idosos, o que para o “senhorio” traz a garantia de companhia e apoio, enquanto para o “inquilino” representa o aliviar de uma despesa com habitação muito importante numa altura de profunda crise.
“Muitos estudantes estão dispostos” a partilhar casa com idosos, sublinhou o dirigente associativo, explicando que um dos papéis da Associação Académica no processo será o de avaliar as candidaturas e apresentar “os estudantes mais indicados para viver com os idosos”.
Ainda numa “fase embrionária”, a AAUTAD e a autarquia estão a estudar a melhor forma de desenvolver o programa habitacional, no entanto, como defendeu Sérgio Martinho, este pode contar com a experiência de sucesso de outras academias. “Vamos ver os bons exemplos e tentar fazer mais e melhor”, explicou o mesmo responsável.
Na universidade do Porto, por exemplo, existe o “Aconchego – Hospedagem de estudantes do ensino superior em casas de seniores na Baixa do Porto”, um projeto também levado a cabo em parceria com Câmara Municipal local e que visa “promover o alojamento de estudantes do ensino superior, durante um ano letivo, em domicílios de idosos residentes na Baixa da cidade”. “Pretende-se com esta iniciativa que o idoso disponibilize um quarto no seu domicílio para um estudante do ensino superior e ao mesmo tempo o estudante fornece a sua companhia, numa perspetiva de troca mútua sem caráter monetário”, explica o projeto.
Já na Universidade de Aveiro, está em curso, desde de 2010, o projeto o “Proximus”, no âmbito do qual “os jovens ficam alojados sem custos ou pagando rendas simbólicas a troco de algumas tarefas em benefício dos seniores, como deslocações ao supermercado, à farmácia, ao centro de saúde, à junta de freguesia”.
A organização do projeto da academia de Aveiro explica que a participação no projeto incluiu uma “seleção criteriosa” tanto dos estudantes universitários como das famílias dos idosos.




