A Comissão de Trabalho para a reabilitação da Linha do Douro esteve reunida na cidade de Peso da Régua, onde analisou o estudo apresentado para o troço Pocinho/Barca d’Alva. Em comunicado, a Câmara Municipal do Peso da Régua, adianta que a grupo “se identificou com o estudo de viabilidade para a reabilitação do troço, realizado pela Infraestruturas de Portugal (IP)”.
De acordo com a mesma nota, “estima-se que a reabilitação ronde os 75 milhões de euros, dos quais 59 milhões serão destinados a obra e o restante a estudos, projetos, fiscalização e estaleiro”.
Em termos de tempo de percurso, o estudo indica que a reabertura deste troço representa um “ganho superior a 30 minutos”, quando comparado com a alternativa rodoviária existente.
“A reabertura desde troço da Linha do Douro irá potenciar a coesão territorial, uma vez que será feita a ligação de territórios do litoral ao interior, através de uma linha ferroviária, que faz parte integrante da história, da economia e da vida das populações, a qual acompanha, desde o município de Baião a Barca D’Alva, a única via fluvial navegável, identificada no mapa da rede transeuropeia de transportes”, frisa a autarquia.
E o turismo também sairá a ganhar. “Com a complementaridade entre os diversos meios de transporte disponíveis, poder-se-á potenciar ainda mais o designado turismo ferroviário e/ou fluvial que o Douro atualmente proporciona. A extensão dos atuais serviços regionais e/ou criação de serviços ferroviários específicos, como é exemplo o comboio histórico a vapor, irá aumentar significativamente a oferta turística da região” salienta a câmara municipal, reforçando que “a economia regional será influenciada positivamente com o aumento do fluxo turístico previsto”.
De recordar que a Linha do Douro se estende ao longo de 191 quilómetros, desde Ermesinde (Porto) até Barca d´Alva (Guarda), estando eletrificada até Marco de Canaveses, e que o troço ferroviário de 28 quilómetros entre o Pocinho e Barca d’Alva foi encerrado em 1988.


