Europa

É hoje claro, e já todos conseguem ver, que a crise em que estamos mergulhados é sistémica e que o caminho para a sua saída implica uma resposta em uníssono. Na era da globalização, só medidas de âmbito lato podem ter capacidade estruturante. Daí a ineficácia das medidas acordadas na primeira tentativa de resposta a esta situação. Taxar as transferências financeiras especulativas ou eliminar os paraísos fiscais, apenas produzirá resultados positivos se for com um carácter universal e definitivo. Verificamos assim a existência de limites à capacidade de intervenção económica. Bradamos contra o capitalismo selvagem, os fundos sem rosto, a ditadura obscura e pouco democrática dos mercados financeiros mas somos incapazes de intervir mundialmente como a situação exigiria.

A disputa de blocos económicos é uma realidade. Europa, EUA, China, ou mesmo a Rússia, o Brasil ou a Índia concorrem ferozmente entre si, almejando a liderança económica e a primazia mundial, variando apenas no prazo temporal e métodos com que se propõe atingir as suas ambições.

Se globalmente podemos pensar assim, já no que respeita ao bloco a que pertencemos, a Europa, e dentro dela a zona Euro e Portugal, uma análise mais fina é requerida. Esta crise do Euro demonstrou um centralismo e um dirigismo do eixo franco- -alemão que retirou ao nosso país qualquer envolvimento ou influência política sobre qualquer decisão. A única questão que se nos coloca é se ficamos ou

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