Terça-feira, 9 de Dezembro de 2025
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Excessos

Em Portugal, a lógica é uma batata, a equidade é um grelo, e a justiça é uma cebola. Somos um país de agricultura falida, mas com grandes perspetivas de nos transformarmos em grandes nabos. Nabos, no sentido em que olhamos para as escandaleiras, como um boi olha para um palácio. Um misto agropecuário que nos transporta, aceleradamente, para o éden asino, espécie de paraíso adaptado onde vão parar aqueles que consentiram que o discernimento fosse espoliado da já frágil capacidade de pensar.

A incongruência – nome pomposo para algo que lembra, também, o meio vegetal – avassala-nos todos os dias. Esta incongruência, que é transportada a sete chaves nas pastas ministeriais e quejandas, desafia a honestidade, mas não é derrotada por ela. Estamos, portanto, perante um cenário onde a lucidez se esvai em favor de um comportamento inexplicável à luz da razão. Se não fossemos um país de apalermados, isto teria consequências trágicas. Mas assim, não! Pacificamente, caminhamos lado a lado com os atropelos à lógica.

Daí ao abuso, é um passo. Fazem de nós o que querem!

Tão certo como a diminuição do número de professores porque não há alunos, de médicos e enfermeiros porque não há

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